quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Eu e os aeroportos
Eu tenho cá para mim que os aeroportos deviam ser construídos a pensar nas pessoas que têm de ir lá dormir!
Umas cadeiras sem braços, uns bancos compridos, uns sofazinhos.. umas caminhas talvez.. eram muito bem vindos!
PS: isto porque Madrid é uma cidade parva que não tem combóios nem metros à hora dos primeiros voos... Toca de ir dormir para o aeroporto que já havia saudades! E ai as dores de costas!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Quem vai à Lituânia..
Vai a Espanha!
Por isso Quinta-Feira vamos para Madrid visitar o menino Abreu! Isto não se pode deixar as crianças sozinhas muito tempo...
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Porque fazia disto vida.
As propostas,
A ânsia de começar,
A equipa,
Os stresses,
As discussões,
As ideias,
Os brain stormings,
As divagações,
Os planos de rodagem e montagem,
Refazer vezes sem conta os mesmos planos,
Reuniões que não acabam,
Os papeis,
Os dossiers,
Dias, semanas, meses de pré-produção,
Castings,
Actores, caracterizadores, transporte, alimentação,
Gastos imensos,
O entusiasmo de começar a gravar,
O peso do material às costas,
As câmaras, tripés, projectores, filtros, bandeiras, reflectores, ceferinos, molas, cassetes, rodados, cabos, perches, shot guns, mesas de som, televisões.. etc .. etc.. etc..,
As noites sem dormir,
Os takes que falham e fazem rir,
A exaustão de trabalhar horas sem fim,
A fome,
O sono,
O cansaço,
A vontade de desistir,
A força de continuar,
As directas,
As gargalhadas,
A exaustão,
A má disposição,
O dormitar em qualquer lado,
A paciência que vai faltando,
As dores de costas, de cabeça, de pernas, de braços...,
A revolta contra o material que não funciona,
A revolta contra o material que não existe,
Os travellings,
As panorâmicas,
O entusiasmo quando um plano fica ainda melhor do que se estava a pensar,
O orgulho de ter uma iluminação perfeita,
A minha cama que nunca pareceu tão confortável,
A comida da mãe que nunca soube tão bem,
A vida social que deixa de existir,
O tempo que nunca chega,
A dedicação,
A incompreensão geral,
As horas passadas dentro de um buraco a editar,
Os planos que não colam,
Correcção de Cor,
Os milagres que se conseguem na edição,
Ver o produto final e pensar “Fui eu que fiz e estou orgulhosa”.
É a paixão por aquilo que faço.
Porque a minha vida tem sido assim nas últimas 3 semanas e só agora pude parar um bocadinho. Já tinha saudades da minha cama, da comidinha boa, dos meus pais, do meu computador, do meu quarto, dos meus amigos... Mas recomeçava amanhã, se pudesse, sem pensar duas vezes.
Só porque estou orgulhosa de mim
Sim. É feio, é nojento, é horrivel, não tem piada, é "pára de mostrar isso que horror!"
Sim. Está bem feito, está real, fui eu que fiz, estou orgulhosa.

A mãozinha que "trabalhei" para a Curtizona.
Ainda quero fazer o tal curso de caracterização, mas sem experiência nenhuma.. acho que não me saí nada mal.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Ser gordo é que está a dar!
Não é nada de pessoal mas... Irrita-me solenemente o facto dos tamanhos da roupa estarem cada vez maiores.
Os "S" só servem a pequenas baleias; os "XS" só com muita vontade é que não me sinto um pequeno trambolho na roupa da irmã mais velha.
E não percebo. Eu, uma jovem com quase 18+3 anos que peso o mesmo há séculos estou, de repente, sem conseguir comprar uma coisinha para me tapar só porque deu na cabeça do pessoal comer que nem lontrinhas esfomeadas.
Raios!
ps: Eu sou daquelas pessoas que, por mais anos que passem, gosto de vestir roupa nova no meu aniversário...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Adeus Abreu
Hoje é a festa de dizer adeus ao Abreu.
Adeus Abreu! Tu que vais lá para as espanhas e para as espanholas e vais fazer arroz para um mês e não vais comer mais nada a não ser o tal arroz e ovos e sandes porque também não sabes fazer mais nada. Tu que já sabes falar espanhol sem ser as típicas frases dos filmes menos decentes. Tu que nestas férias aprendeste a lavar uma casa de banho só para saberes o que é bom para a tosse e o que te espera. Tu que vais ter um quarto só para ti e que vais albergar oito macacos (nós) daqui a uns meses. Tu que vais tentar ser feliz por lá como aqui não conseguiste ser. Tu que vais viver tanto e que vais partilhar tudo com as pessoas infelizes como nós que ainda por cá estamos. Tu que não vais levar prendas de despedida porque não foste o primeiro e já que vamos quase todos embora mais tarde ou mais cedo não dá jeito porque não somos ricos. Tu que nos vais fazer falta com a tua personalidade à pouco retornada do caminho do bem. Tu, que és tu, e vais deixar saudades, GAY.
Um beijinho
PS: Continuo a achar que fazia todo o sentido ir comer umas tapas hoje! Mas não, noite Kumbaya é noite Kumbaya.
Férias #2
Estas férias repararam numa coisa em mim que eu própria nunca tinha notado (até porque não como a olhar para para o espelho... ainda.)
Quando como faço beicinho.
E é querido, eu acho!
domingo, 30 de agosto de 2009
Às vezes dá-me para estes lados
Um dia ia no meu super carrão e deu isto e eu gostei.
Virgem Suta
Gosto de muitas partes, mas gosto mesmo mesmo destes versos:
É certo que sempre ouvi dizer, que do querer ao fazer
Vai um enorme esticão
Mas haverá quem possa negar, que querer é poder
E o nunca é uma invenção
É para dar força
ps: Podia tê-los visto no SW e não vi, tenho pena.
Férias #1
Nestas férias aconteceu muita coisa.
Uma delas foi a minha ideia genial de fechar a porta de casa com uma chave na fechadura do lado de dentro. De uma maneira mais simples: tranquei-nos (a mim e aos três moçoilos que me acompanhavam) fora de casa!
Toca de enfiar cartões, BI, ganchos, chaves, tudo o que veio à mão, na fechadura, na tranca da porta, em todo o lado. Claro que ninguém tinha curso de arrombador profissional e claro que continuámos na rua.
Surgiu então a ideia de ir buscar um escadote algures e trepar ao terraço do andar de baixo (que fica só a uns 3 ou 4 metros do chão) e trepar depois para a varanda do nosso andar (uns 2 metros acima). Claro que esta ideia foi logo posta de parte por três de nós, já que ainda achávamos melhor estar trancados na rua do que no hospital com alguma coisa partida.
Decidimos então voltar para Lisboa! Mas antes passámos por um barzinho onde se passou o seguinte:
O J pede duas Imperiais e o R quando regressa da casa de banho diz:
R - Está ali um escadote.
A - Não vais pedir o escadote!
J - Não o conseguimos levar no carro!
EU - Olha que eu acho que dá, mas não vais pedir o escadote emprestado assim do nada...
R- Porquê?
EU - Porque não... não vais... pois não? não vais...
Chega o rapaz do bar com as Imperiais:
R - Olha, aconteceu-nos uma cena bué marada. Nós ficamos trancados fora de casa e precisamos de um escadote para subir à varanda, e reparámos que tu tens um escadote... Não nos queres emprestar?
Rapaz do Bar - Claro na boa! Não precisam de pagar nada já, podem levar os copos, vão vão! Depois trazem o escadote.
E lá fomos nós, três rapazes e uma rapariga de escadote debaixo do braço e copos (de vidro) de cerveja na mão.
Lá nos amontoámos todos dentro do carro, mais o escadote que ficou um bocado de fora.
Já em casa, o R armou-se em macaquinho, trepou, ia morrendo e recuperou a chave.
Foi giro, e regressámos ao tal bar na noite a seguir para entregar o escadote, para pagar as Imperiais, para descobrir que a namorada do rapaz até me conhece e para o A comer um prato caro, como tinha prometido, farinheira com ovos.
sábado, 27 de junho de 2009
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